
As primeiras coisas primeiro.
Mal ou bem, nós vivemos do turismo.
Mal ou bem, precisamos de crescimento económico, para podermos ter trabalho e prosperidade.
Sabemos que:
Para termos turismo que nos sirva, o comércio tem de ter um papel central.
Para termos crescimento económico, o comércio tem de ter um papel preponderante.
Logo:
Temos de ter um comércio forte.
Isto é incontornável.
Porém, o comércio tradicional em Portimão (como em muitas cidades no país) sofre de uma fragilidade preocupante:
A questão das grandes superfícies (o Aqua está quase a abrir);
A questão da segurança nas principais zonas (como a rua das lojas);
A questão da crise económica;
A questão dos padrões de compra dos consumidores (que de facto gostam do produto shopping);
A questão da inadaptação sensível, por parte de alguns comerciantes tradicionais, às novas necessidades dos consumidores;
Tudo isto em conjunto, praticamente decreta a sentença de morte do nosso comércio tradicional.
Porém, por muito que muitos duvidem, nós precisamos dele.
E isto se quisermos que a cidade, ou seja todos nós, beneficie do emprego e das oportunidades que este sector pode conferir.
Assim, fica aqui este pequeno mote para conversa, pois é necessário que se encontrem soluções.
E já agora da minha parte, se mo permitirem, aqui ficam algumas singelas propostas:
• Actuação mais próxima da edilidade junto das associações comerciais (não só de apoio, mas também de exigência. Sim, de exigência.)
• Criação/expansão por parte da edilidade de uma linha de apoio ao comércio, para agilização de soluções de licenciamento, de garantia mútua, de crédito bancário e de informação crítica de mercado.
• Criação de uma taxa para superfícies comerciais com áreas acima dos 250m2, com vista à criação de um fundo de apoio ao comércio tradicional.
• Criação de estruturas que permitam ao comércio tradicional, um melhor aproveitamento da zona ribeirinha no verão (não apenas o stock off).
• Incentivo para a adaptação do horário de funcionamento, para um horário mais de acordo com as necessidades actuais dos consumidores (estes não vão às compras às 16h no verão. Vão às 21h. E não vale a pena acender as luzes de natal às 18:h quando o comércio fecha às 19h.).
Bom, e já dá para começar a conversa.
Mais uma vez, agradecendo a vossa atenção, fica aqui:
Um abraço.








