terça-feira, 26 de julho de 2011

Conferência discute papel do Algarve na economia nacional e impactos das medidas da troika


O auditório do Museu de Portimão recebe esta quinta feira, 28, a partir das 15:00 horas, a conferência «O Algarve na Economia Nacional – Impactos regionais das medidas da troika».

Serão oradores nesta iniciativa, que se realiza pelo segundo ano consecutivo, Camilo Lourenço (jornalista especializado em assuntos económicos), João Duque (economista e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão), Elidérico Viegas (presidente da AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve) e Jack Soifer (consultor internacional).

Na sessão de abertura usarão da palavra João Rosado, presidente da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), e Manuel da Luz, presidente da Câmara Municipal de Portimão.

Trata-se de uma iniciativa conjunta do semanário O Algarve e da ACRAL, a que a Câmara Municipal de Portimão se associa.

Fonte: http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=118288


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Autarcas 'isolam' Macário a favor das portagens



Vários autarcas algarvios, alguns do PSD, demarcaram-se hoje da posição do presidente da Câmara de Faro, que considerou que o pagamento na Via do Infante é "inevitável". Comissão de Utentes diz que Macário "anda a brincar às portagens".


"Em primeira mão, lamento e repúdio essas declarações, parece que anda a brincar às portagens. Umas vezes está a favor outras contra. Pelos vistos não andava de boa fé quando fez parte da plataforma de luta", critica João Vasconcelos, líder da Comissão de Utentes contra as Portagens na A22.

Mas não é o único. Em declarações ao Expresso, vários autarcas algarvios já se demarcaram da posição do social-democrata, inclusive alguns 'colegas de partido'.

"Lamento que mude de opinião só porque mudou o Governo", critica Francisco Amaral, presidente social-democrata da Câmara Municipal de Alcoutim. "Temos que ser coerentes com o passado. A Via do Infante não é uma SCUT, por isso não deverá ser portajada", acrescenta, com algumas dificuldades em explicar a mudança de posição do autarca farense. "Será talvez algo partidário, não compreendo", diz Amaral.

Loulé busca solução a meio caminho


Outro autarca social-democrata, o presidente da Câmara Municipal de Loulé, admite que os prejuízos decorrentes da introdução de portagens serão "seguramente superiores aos benefícios imediatos".

Recordando que boa parte da construção foi efetuada com fundos comunitários, o que a diferencia de outras SCUT, Seruca Emídio admite que será difícil explicar ao resto do país como o Algarve se eximirá a contribuir para os cofres do Estado, em tempo de crise.

Por isso, sugere um encontro a meio caminho: "Acho que a A22 deveria seguir o exemplo de outros modelos europeus, como na Suíça, Áustria ou República Checa em que as pessoas compram uma vinheta que tem preços diferentes consoante sirva para quinze dias, para um mês ou para um ano inteiro", diz. "Isto teria evitado investimentos em grandes estruturas de controlo e acabava com as dúvidas de como vão ser cobradas as portagens às empresas de rent-a-car e aos estrangeiros que nos visitam", acrescenta.

O turismo é aliás uma das grandes preocupações deste autarca, responsável por uma das áreas mais importantes para o Algarve, que inclui Vilamoura, a Quinta do Lago e Vale do Lobo. "Precisamos ser competitivos e quantos mais entraves colocarmos às pessoas, menos elas terão tendência a voltar, isto já para não falar na insegurança da EN125 quando se acabarem as isenções e as pessoas regressarem em força, para fugirem às portagens", avisa.
"AMAL não mudou de posição", avisam autarcas socialistas


Para António Eusébio, vice-presidente da AMAL e presidente em São Brás de Alportel, as declarações de Macário Correia nunca poderão ser lidas enquanto presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, mas apenas a título individual.

"A posição da AMAL é a mesma. Se no passado, entendíamos que não devia haver portagens portagens, acho que a posição coerente deve ser mantida", afirma Eusébio, eleito pelo PS, considerando 'estranha' a tomada de posição de Macário Correia.A barlavento, também Manuel da Luz, o presidente da Câmara Municipal de Portimão, tem dificuldades em entender os argumentos de Macário. "Não percebo esta mudança radical, porque em Abril dizia estar contra e agora diz-se a favor", critica o autarca socialista.

Para Manuel da Luz, que chegou a ameaçar na altura o governo de Sócrates com uma providência cautelar que não chegou a ir para a frente, todas as razões para lutar contra as portagens se mantêm: "Penso que os custos poderão ser analisados por uma entidade independente e chegar à conclusão de que sairá mais caro ao país e à região a introdução de portagens", garante. Para o autarca, o efeito das portagens na Via do Infante será "contra-producente" devido à perda de competitividade com a Andaluzia e à "penalização sobre as empresas", numa região que ultrapassou há muito a média nacional nos números do desemprego. Recorde-se que Macário Correia admitiu esta manhã que as portagens na Via do Infante "são uma inevitabilidade". "Pese embora a minha opinião, que é a mesma de sempre e a de muitos autarcas e empresários, constatamos que há factos que nos surpreendem sobretudo pelas situações das finanças públicas que estão à vista", disse o autarca.

"Compreendemos aquilo que o Governo actual e o anterior vinham defendendo a respeito deste ponto de vista, ainda que não seja o nosso", acrescentou. Também Desidério Silva, eleito pelo PSD para a Câmara Municipal de Albufeira, já manifestou opinião idêntica à de Macário Correia.



Fonte: http://aeiou.expresso.pt/algarve-autarcas-isolam-macario-a-favor-das-portagens=f662769#ixzz1T7VO5PU0












sábado, 23 de julho de 2011

As questões pertinentes sobre o convento de S. Francisco. Por João Figueiredo.


Boa noite a todos,

Antes de mais uma palavra de felicitação a todos os que participam aqui activamente com temas que abordam questões fundamentais da nossa cidade. É um grupo bastante activo e sobretudo, pertinente nas questões abordadas.

Venho pela primeira vez participar, e trago algumas questões sobre um assunto que infelizmente já c...aiu no esquecimento para muitos, mas acredito que para nós não. Venho solicitar a cooperação de todos os que conseguirem ajudar, para um trabalho de pesquisa que estou a realizar sobre:

Convento de São Francisco de Portimão

Ao que vou aqui sintetizar, gostaria que se tivessem informações que as partilhassem, e que respondessem às questões que vou colocar adiante no caso de terem a resposta de fonte segura:

O convento data do século dezasseis, fundado pelo capitão Simão Correia, e habitado ao longo do tempo por Padres, Franciscanos e Capuchos.
Passou para mãos privadas no período da historia em que acabaram as ordens religiosos, sendo vendido pela primeira vez em hasta publica no século dezanove a Eugénio de Almeida, servindo de deposito de cortiça. Sofreria com isso um grande incêndio, tendo ainda antes passado pelo avassalador terramoto de 1755. Haveria ainda de ser arrendado para a industria piscatória a Júdice Fialho.
Diz-se que a câmara por varias vezes tentou adquirir o imóvel (será mesmo?) mas o que é certo é que o mesmo haveria de ser adquirido pela família Pulido Garcia. Diz-se ainda que era plano da família o projecto para um hotel de charme.
Segunda as ultimas informações que consegui, os actuais proprietários são a família Souza Coutinho, e tanto quanto sei, a ultima proposta da câmara para o convento e envolvente era instalar lá o Centro de Investigação e Formação Avançada em Turismo.

Queria ainda referir dois aspectos:

1 - O Convento e Igreja foram classificados de "Imóvel de Interesse Público", ou seja, são Património Arquitectónico e Arqueológico, ao abrigo da lei IIP, Dec. nº 45/93, DR 280 de 30 Novembro 1993.
2 - A área envolvente e pertence à designada Zona do Porto, da jurisdição da JAPBA, e qualquer intervenções estão também sujeitas ao parecer da DRAA;

Estas informações foram retiradas do jornais como "O Barlavento", "Edição Especial" e do site de "Sistema de Informação para o Património Arquitectónico" entre outras fontes.




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Antes do grande teor desta minha participação, queria só fazer referência com umas linhas a aspectos que quanto a mim devem ser mais do que relevantes para que se pegue neste tema:
- Este convento, e tudo o que o envolve, são exemplos únicos no Algarve do que foi a arquitectura maneirista. Do que já pude ver, há espaços lindíssimos e ricos do ponto de vista arquitectónico, desde os claustros ás abobadas, dos vãos aos pórticos;
- Não só é rico a nível arquitectónico como também o é na historia, desde ter passado por várias ordens religiosas, com imensas curiosidades históricas e até lendas e mitos, como os túneis subterrâneos até à outra margem do rio.
- Pela sua localização, junto ao rio, junto a margem, é talvez dos pontos da cidade que saltam logo à vista mal se entra na cidade. Não o é talvez neste momento pelas piores razões, mas tem todo o potencial para se tornar numa das imagens da cidade. Além disso, encontra-se num ponto que une a ribeirinha ás entradas da Rocha e da Marina, além de se situar junto ao Porto de Portimão, do Museu de Portimão e de se encontrar junto às artérias do centro da cidade.
Acho que só por estes pontos, conseguimos ter uma noção do potencial que estamos de facto a falar.

Os dados históricos não me interessam neste momento, no entanto se alguém tiver um conhecimento profundo e relevante da sua historia agradeço a mesma que partilhe. Peço agora a colaboração de todos nos seguintes pontos:

- A verdadeira posse do Convento e da sua envolvente: Precisava de saber exactamente quem são dos proprietários actuais do Convento e todo o seu terreno, bem como a confirmação do terreno envolvente à cerca, se é ou não do domínio do porto.

- Se a Câmara tentou de facto adquiri e o porque de não o ter conseguido: se tentou de facto, alguma razão está por detrás do fracasso.

- Que armas podem ser usadas, tal como o facto de ser Imóvel de interesse Publico e Património, para que este passe de facto para as mãos da autarquia.

- Quais as soluções para o uso do Convento? e se me permitem, enquanto estudante de arquitectura tenho que fazer um ponto meu sobre isto: A meu ver o nível de degradação do edifício é extremo. Acho que tentar uma reconstrução do mesmo e uso das suas instalações seria não só muito dispendioso bem como reprovável do ponto de vista da valorização arquitectónica. Eu reprovo qualquer projecto que passe por transformar o Convento e tudo o que o envolve em instalações seja do que for, ou de hotéis, pousadas ou tudo o que envolva reconstruir a ruína. Quanto a mim, a aposta deve ser feita em valorizar e potenciar a sua actual imagem, restaurando a estrutura actual obviamente, e potenciar a sua envolvente, desde à volta da cerca como dentro da cerca no seu imenso jardim. Uma iluminação estratégica do convento, uma limpeza da mata envolvente e um plano estratégico de apostas a nível cultural para os espaços em torno do convento, era quanto a mim o melhor passo que se podia dar, para potenciar não só a imagem forte que este convento pode voltar a ter como de todos os espaços que o mesmo envolve. Há tanto por onde pegar, porque manchar uma imagem que já está tão manchada pelo desprezo?

Espero a vossa colaboração, a vossa opinião, e que isto seja para vós, como é para mim, palavras de quem quer ver este assunto de uma vez por todas encaminhado para bem da imagem da nossa cidade.

Cumprimentos a todos, obrigado pela grande atenção!

João Figueiredo









domingo, 17 de julho de 2011

Câmara paga festas de Verão no Sasha


A Câmara de Portimão vai gastar, através da empresa municipal Portimão Urbis, mais de 200 mil euros com as festas de Verão promovidas pelo grupo Media Capital no antigo Sasha, na Praia da Rocha, além de ceder o espaço. Como contrapartida, o grupo promoverá a divulgação do destino Portimão.

O PSD local acusa o executivo socialista de "despesismo" e de "promover e financiar um evento à custa de dinheiro do município que irá rivalizar com os empresários de diversão nocturna" da zona. Considera ainda "dolosa e nefasta a gestão levada a cabo pelo executivo" socialista após adquirir a marca Sasha, lamentando que "ao fim de um ano esta não exista". Este ano o espaço vai chamar-se Meo Spot Summer Sessions.

Em comunicado, a Portimão Urbis refere que o acordo com a Media Capital prevê como obrigações da empresa municipal "a cedência do restaurante e do areal por um período de um mês, o investimento monetário de 150 mil euros e o apoio logístico quantificável até 80 mil euros".

A Media Capital compromete-se "a difundir conteúdos publicitários de eventos e do destino Portimão nas rádios, TV e imprensa escrita" do grupo. Vai ainda "promover Portimão como destino de eleição para as férias, com cobertura editorial, por parte da TVI e/ou TVI 24, de três conteúdos em termos a acordar e no respeito pela liberdade editorial dos canais".

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/camara-paga-festas-de-verao-no-sasha



Eu já nem sei o que dizer acerca disto!

Não há dinheiro para nada!
Não há dinheiro para o essencial!
E eles... nisto!

200 MIL €!!

Mais!!

Os 800 MIL € que ficámos a arder do grande amigo, mas grande amigo Evaristo.

Ai Evaristo, como eu gostava de te encontrar aqui na rua!
Era tão giro...


E estes que vão nesta conversa que já nos custou UM MILHÃO DE €, eu já nem os quero encontrar na rua!!


Raios partam isto tudo e mais o shosha!!!

sábado, 16 de julho de 2011

Rua Direita aberta ao trânsito. Até que enfim!!


Circulação rodoviária nos dois sentidos entre a ponte velha e o Largo 1º de Dezembro.

A autarquia portimonense informa que a Rua Direita, em pleno centro da cidade, vai estar aberta ao trânsito automóvel de 15 de Julho a 15 de Setembro. Trata-se de uma medida com carácter experimental, acordada entre a Câmara Municipal e a UAC – Associação de Desenvolvimento de Portimão Pró-Comércio, cujos efeitos serão posteriormente avaliados, no sentido de serem apuradas as eventuais melhorias que a mesma poderá trazer em termos de descongestionamento do tráfego automóvel numa das zonas mais concorridas de Portimão e onde existe uma significativa aglomeração de estabelecimentos comerciais.

Complementarmente, na Rua Júdice Biker passa a ser permitida a circulação nos dois sentidos ao longo do percurso entre a ponte rodoviária (à entrada da cidade) e o Largo 1º de Dezembro, fronteiro ao TEMPO – Teatro Municipal de Portimão, como forma de os automobilistas terem melhor acesso à Rua Direita.

Fonte:
http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=117981

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Portimão, como o 2º município do país com pior liquidez.

Há dias, encontrei este documento:





No capítulo respeitante ao ranking dos municípios em indicadores chave, reparei que no que diz respeito à liquidez, o município de Portimão aparecia como o 2º pior do país.

A liquidez, mede a capacidade que uma entidade tem para solver os seus compromissos
a curto prazo.
Ou seja, mede a capacidade de pagar as suas dívidas de curto prazo, grosso modo.

Após a análise dos dados construí o seguinte gráfico:



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Isto foi referente de 2006 a 2009.

Note-se que os valores estão a negativo.
Ou seja, a liquidez é negativa desde 2006 pelo menos.

Mas, não chegando isto, ela agrava exponencialmente:

De 2006 para 2007 a falta de liquidez aumentou 110%.

De 2007 para 2008 a falta de liquidez aumentou 284%.

De 2008 para 2009 a falta de liquidez aumentou 103%.

De 2006 para 2009 a falta de liquidez aumentou 1538%!!

Agora se percebe melhor a monstruosa dívida de curto prazo, que já ascende a mais de 100 milhões de €.
Agora se percebe melhor de onde vem a necessidade do empréstimo de 94 milhões de € de médio/longo prazo para passar esta dívida monstruosa de curto prazo para médio/longo prazo.

Mas…
Antes das últimas eleições autárquicas, o PS local dizia que tudo estava impecavelmente bem gerido…

Pena que não tenhamos visto, por exemplo este relatório, atempadamente.
É que estávamos ofuscados pelo barulho e brilho dos foguetes…

Oh cidadãos desatentos e crédulos que temos sido...





Para concluir, vou sublinhar estas duas conclusões:

Portimão, em 2009 era o 2º município do país com pior índice de liquidez.

De 2006 para 2009 a falta de liquidez aumentou 1538%.



quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sugestões para o trânsito em Portimão. Por Ricardo Palet.

Na sequência do solicitado pelo “Portimão Sempre”, venho por este meio apresentar algumas ideias que defendo para a melhoria das condições de trânsito da cidade de Portimão, algumas das quais considero que, pelo seu carácter pontual e limitado no espaço, podem vir a resolver constrangimentos existentes sem a necessidade de envolver elevados custos económicos na sua resolução.

Atendendo ao carácter não sistemático da presente reflexão, onde apenas reflicto sobre algumas das situações que mais saltam à vista, fruto do meu percurso habitual pela cidade (acrescido de alguma curiosidade profissional) considero que deveria ser desenvolvido um estudo de trânsito / de ordenamento viário à escala global da cidade, onde poderiam aí sim ser analisadas em pormenor todos os constrangimentos e procurar soluções para os mesmos.

Feito este ponto de situação, que considero importante, apresento pois algumas considerações que posso dividir nos seguintes grupos :

1. Supressão de zonas de elevada sinistralidade (pontos negros rodoviários) através de pequenas intervenções de reduzido custo
2. Simplificação viária via eliminação semafórica e/ou alteração de sentidos de circulação
3. Sinalização Vertical de Orientação
4. Medidas estruturais de ordenamento viário, através de investimentos de maior custo econónimo
5. Implementação de um Plano Municipal de Segurança Rodoviária

Passo seguidamente a apresentar cada uma das questões acima referidas, com apresentação de geometrias de alguns exemplos ilustrativos do que poderia ser implementado :

1. Supressão de zonas de elevada sinistralidade (pontos negros rodoviários) através de pequenas intervenções de reduzido custo

As situações que seguidamente descrevo caracterizam-se por elevada sinistralidade ou causadoras de perturbação/incómodo ao tráfego afluente às zonas adjacentes. Assim como as situações que pretendo demonstrar, existirão muitas outras que com um relativamente reduzido investimento poderiam ser solucionadas, bastando para tal algum investimento no estudo das suas causas e/ou análise das soluções alternativas.

Tomo pois como exemplo as seguintes situações :



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Embora não se conhecendo o “proprietário” desta via (C.M. Portimão ou Estradas de Portugal) julgo que deveriam ser envidados todos os esforços no sentido de solucionar este estrangulamento – recordo que a actual passagem sob o Caminho de Ferro não tem mais de 2,5 m de largura e 3 m de gabarit vertical.




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Situação verdadeiramente singular, este atravessamento de nível entre uma via urbana no centro de Portimão e a Linha do Algarve da CP, para além do facto de ser caso quase insólito no país em cidades da dimensão da nossa, representa uma situação de risco muitíssimo elevado, para além do carácter de conflitualidade que provoca no tráfego em toda a zona onde se insere, para mais tendo em consideração de se situar próximo duma grande superfície comercial.


2. Simplificação viária via eliminação semafórica e/ou alteração de sentidos de circulação

Analisadas a maioria das situações da cidade em que se encontra presente sinalização semafórica enquanto gestora do tráfego,verifica-se que na maioria dos casos a mesma poderá e deverá ser suprimida, o que nalguns locais tem vindo já a ser implementado.

Para além do custo de manutenção e de energia de cada conjunto semafórico, e atendendo ao que se verifica nas situações de interrupção do serviço, julgo que poderá ser suprimida a sinalização semafórica nas seguintes situações (entre outras não identificadas) ainda que com recurso à implementação de sinalização específica ou alteração da geometris do cruzamento :

- cruzamento da PSP
- cruzamento da Av. São João de Deus
- Av. Paul Harris (cruzamento com Urbanização da Raminha – implementação de solução tipo Rotunda fechada)
- cruzamento do Cemitério (a analisar em detalhe) ??
- etc

Relativamente à possibilidade de alterar ou implementar dois sentidos de circulação de trânsito, e embora à partida estas situações possam parecer de análise a conclusão simples, e uma vez que envolvem a reorganização viária em muitos casos
muito ampla, considero que deverá ser devidamente estudada em pormenor, embora à partida se possam identificar algumas hipóteses, nomeadamente na Av. Infante D. Henrique (alteração do sentido de circulação - discutível), na Av. S. João de Deus
(implementação de dois sentidos de circulação) junto à Praça Teixeira Gomes (implementação de dois sentidos de circulação – ver descrição mais à frente), etc.


3. Sinalização Vertical de Orientação

Esta é uma daquelas questões que atravessa toda a rede viária da cidade, uma vez que sem um sistema de sinalização simples,coerente e objectivo não será possível manter e garantir qualquer sistema rodoviário numa cidade, em especial no caso de Portimão, cidade apelativa do ponto de vista do turismo e que devia garantir a quem a visita a facilidade na sua circulação, seja do ponto de vista de garantir aos visitantes o fácil acesso aos pontos pretendidos (praias, museu, teatro municipal, etc) como
garantir com rapidez e simplicidade a entrada e saída na cidade.

Torna-se pois urgente a implementação de um modo sistemático em todos os cruzamentos, rotundas e principais eixos de um sistema de Sinalização Vertical de Orientação claro e objectivo que consiga garantir aos utilizadores/clientes da cidade todos os objectivos atrás referidos, de modo a não se repetirem situações que todos conhecemos de visitantes que após conseguirem desenvencilhar-se da nossa cidade, tão cedo não nos voltam a visitar…

4. Medidas estruturais de ordenamento viário, através de investimentos mais avultados

Este capítulo é dedicado às grandes e estruturais opções rodoviárias cuja necessidade de implementação urge resolver, ainda que, tendo em consideração os elevados custos envolvidos, deverão obedecer a uma calendarização que deverá ter em
consideração a sua real eficácia.

Tendo em consideração o Plano Rodoviário Municipal previsto pelo Município, julgo que deveria ser dada prioridade à construção da Via V2 , que se inicia no Cruzamento entre a Av. Paul Harris (continuação do Túnel das Cardosas) e a Av. V6 e termina na
zona da Bemposta/Montes de Alvor, que, conjuntamente com a Via V10 (alargamento e beneficiação da EM531 entre o Nó de Alvor da A22, passando pelo Aeródromo e terminando na Via V2) permitiria concluir outro eixo estruturante e decisivo.

Refere-se que ambas as Vias V2 e V10 se encontram incluidas na revisão do Plano Director Municipal de Portimão, publicado em Julho de 2010, enquanto “Grandes equipamentos e infra-estruturas previstas para o Município” – art.º 70.º daquele regulamento.

Aliás os projectos base destas vias foram mandadaos executar pela autarquia nos entre 2000 e 2002, apenas necessitariam de ser actualizados e revistos.

A conclusão do Nó de ligação entre as vias V2 e V6 permitiria introduzir um ramo de ligação entre a Av. Paul Harris e a a via V6,no sentido Sul/Norte em direção à Rotunda da Pedra Mourinha.

Julgo todavia que a maior urgência passaria pela criação da “Circular Nascente a Portimão”, via verdadeiramente estruturante,que ligaria a Rotunda do Hospital do Barlavento (que seria redimensionada) à chamada “Ponte Velha” sobre o Rio Arade, que liga os Concelhos de Portimão e Lagoa.

Esta via, de que se anexa um Esboço da sua localização, teria uma Rotunda Central junto ao Pavilhão Arena, que permitiria o acesso fácil a esta infraestrutura, à Estação Ferroviária e ao eventual Terminal Rodoviário, a localizar em zona adjacente,
eventualmente nos terrenos onde se situam actualmente as instalações da “EVA”.

A extensão desta Via seria de aproximadamente 1700m, constituidos em parte por um viaduto sobre o Caminho de Ferro com uma extensão aproximadamente de 450m, passando ainda em Viaduto sobre o estacionamento dos restaurantes “das Sardinhas” e terminando numa Rotunda a construir no final da Ponte Velha e o inicio da Av.Infante D. Henrique. O custo estimado de construção desta via seria da ordem dos 3.500.000 €.

Esta Circular, a par da introdução de dois sentidos entre a Praça Manuel Teixeira Gomes e a zona Ribeirinha de Portimão(através de solução em túnel a iniciar junto á capitania, através da demolição de edificações no querteirão da Casa Inlglesa, ou
através de uma solução de nível), o que permitiria que quem viesse da zona da Praia da Rocha poderia aceder à zona de confluência das ruas Júdice Biker e Sta Isabel, permitiria a criação de uma verdadeira Circular á cidade que de uma vez por todas
retirariam do centro da cidade muito do tráfego que lá hoje circula por falta de alternativa.




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Notar o traço do tunel por debaixo do Largo do Dique




5. Implementação de um Plano Municipal de Segurança Rodoviária

Para fazer frente ao problema da sinistralidade urbana rodoviária, que tem vindo a crescer ano após ano, a autarquia deverá avançar para a execução de um Plano Municipal de Segurança Rodoviária (PMSR) instrumento importante para o combate à
sinistralidade dentro das localidades.

Este tipo de Planos tem como objectivo a abordagem de uma forma sistemática das questões da segurança rodoviária, que deveria estar presente em todas as intervenções feitas pelos municípios, de modo a que, seja em obras de saneamento, de
construção de passeios ou quaisquer outros em espaços públicos, exista sempre a preocupação de melhorar as condições de segurança rodoviária nesses locais.

Os objectivos estratégicos dos PMSR passam pelas seguintes áreas de actuação :

a) Educação cívica, escolar e profissional
b) Comportamento dos condutores
c) Melhoria da infra-estrutura
d) Estudos sobre segurança rodoviária
e) Cooperação e coordenação entre autoridades
f) Comunicação

Procurando dessa forma identificar, nomeadamente grupos de risco (condutores, peões, efeito do alcool, etc) e factores de risco(velocidade, dispositivos de segurança, locais de risco acrescido, veículos, etc)

Aqui ficaram pois apenas algumas ideias de quem gostava de poder através delas contribuir para uma discussão séria sobre este assunto de vital importância para o bem estar dos residentes e de quem nos visita.

À vossa disposição

Ricardo Palet Ferreira de Almeida




terça-feira, 12 de julho de 2011

Dívidas e mais dívidas põem Algarve em maus lençóis


Depois do colapso da República vêm as partes. Os braços da administração territorial - as autarquias -, vão implodindo uma a uma, vítimas da mesma má governação e displicência sobre a gestão dos dinheiros públicos.

As mesmas engenharias e embriaguez política sobre contabilidade e negócios ruinosos do Estado central, foram elevadas a quase 308 municípios. No Algarve poucos escapam e foi a vez de Vila Real de Santo António, gerido pelo presidente da distrital do PSD, de mostrar e sofrer por umas horas as consequências de lei, entretanto suspensas por negociação sem que a dívida desapareça.

Numa prática recorrente para criar ocupações ao crescente número de pendurados nos partidos, entre outras artimanhas despesistas, multiplicaram-se as empresas municipais para as mesmas tarefas que nunca deveriam ter saído das responsabilidades das vereações.

Nem os serviços melhoraram, como estas empresas foram usadas para as trafulhices sobre os buracos financeiros das autarquias. Sem dinheiro, os jogos de manipulação deram lugar ao desespero e a somar à ruína nacional e aos seus custos, juntam-se os desastres locais.

Enquanto os políticos responsáveis se degladiam de forma pública e indecente sobre quem produz mais ou menos dívidas, cada cidadão e cada família interroga-se das consequências e de que mais lhes irão imputar sobre as enormes dificuldades vividas.

PSD e PS (para usar o Algarve como exemplo), enquanto gestores e oposição, concorreram despudoradamente para os mesmos objectivos de abuso da sua autoridade pública e ainda se atrevem a envolver a inocência dos munícipes nas suas disputas. Faro. Albufeira e Portimão e agora VRSA, são exemplos.

Em VRSA, os socialistas avisaram dos perigos do endividamento que esqueceram nos concelhos da sua jurisdição. Da gestão central à administração local, temos os mesmos vícios e os mesmos figurões que se vangloriam de “fazer obra”… com o dinheiro que ficam a dever. Na administração local, em muitos casos, não chegam a pagar…

Com o Estado descapitalizado e sem crédito, com os Bancos de uma maneira geral falidos e sem capacidade de financiar a economia e as autarquias, o Algarve em particular, pela sua monocultura de 3 ou 4 meses, não está preparado para enfrentar a situação e a partir de Outubro, todos os factores negativos conhecidos atingirão números e situações difíceis de gerir e resolver.

Perguntarão os cidadãos: Como chegámos tão longe? Onde estiveram os organismos de fiscalização? Não há punição para os vários níveis de responsabilidades?

Tal como o Banco de Portugal falhou para a supervisão da macroeconomia e finanças, o Tribunal de Contas foi fechando os olhos aos pequenos monstros que actuaram por toda a administração local. Como todos estes órgãos são de escolha política, está encontrada a explicação.

Com as políticas traçadas pelo novo Governo de cortes nas transferências para as autarquias e a quebra de receitas próprias, maus dias vão correr na região, com todas as culpas para as gerações de dirigentes e autarcas que se bandearam para o centralismo e deixaram os problemas correr ao sabor do sol e praia e da especulação do betão.

Com a região claramente a empobrecer, estes senhores procuram apenas tábuas de salvação para as instituições que dirigem com sobrecarga de custos para os cidadãos. Seguem as pisadas do centralismo de esconder a mão e democratizar esses custos.

No momento em que o país volta a ser avisado do seu estado de falência, que as virgens em coro não gostaram que lhes fizessem lembrar, é de todo legítimo que os portugueses coloquem as perguntas sobre as razões da dívida, quem a contraiu e beneficiou e da injustiça das medidas que estes senhores (Governo e autarquias) querem impor.

O Algarve está em maus lençóis…

Artigo de opinião de Luís Alexandre
Membro do Forum Albufeira e da ACOSAL -Associação de Comerciantes de Albufeira

Fonte: http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/opinioes_ver.asp?opiniao=1123