
Na passada quinta-feira, teve lugar no auditório do museu de Portimão, a conferência «O Algarve na Economia Nacional – Impactos regionais das medidas da troika».
Foi uma conferência muito interessante e com um nível de participação muito elevado.
O painel de convidados era muito apelativo:
Camilo Lourenço (conhecido jornalista especializado em assuntos económicos);
Jack Soifer (consultor internacional);
João Duque (economista e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão);
Elidérico Viegas (presidente da AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve).
Muito foi dito acerca do estado do país, do estado da região, acerca do impacto no rendimento disponível das famílias, acerca do estado do turismo, etc, etc.
Mas no contexto da qualidade da governação que temos tido, Camilo Lourenço e João Duque, fizeram diagnósticos absolutamente certeiros.
Camilo Lourenço, com a sua confessada “paixão por gráficos” mostrou de forma bastante visual e objectiva (ou seja, sem qualquer tipo de refutação possível), que o modelo de governação do país tem sido absolutamente catastrófico.
João Duque referiu, acerca do que temos que fazer no futuro, que:
“Não há espaço para errar”.
E acerca do turismo sugeriu que, (apoiado pelos outros participantes como Jack Soifer e Elidérico Viegas):
“Portugal terá de ter a ambição de ser para o turismo o que a Alemanha é para a Indústria.”
Ou seja, o padrão de definição da excelência.
Disseram algo também, acerca da qualidade da gestão autárquica.
Referiram que a qualidade média da gestão autárquica, tem sido tendencialmente má.
Mas, deixaram também algumas notas que sinto que causaram algum desconforto em algumas das pessoas que estavam na assistência:
“Festas para atrair turistas no verão, quando eles naturalmente já vêm, é errado”.
Jack Soifer.
“Festas para atracção de turistas é censurável”
João Duque.
“A aposta em eventos que não ajudem a contrariar a forte sazonalidade que temos, é contraproducente."
Elidérico Viegas
“Não vale a pena uma câmara municipal fazer uma festa com uns foguetes, quando o resto está às escuras”.
João Duque.
Esta dos foguetes, fez sorrir muita gente na assistência…
Ora por falar na assistência, estavam lá alguns defensores do “Sasha”.
Ou seja, dos defensores em dar 200 mil € para a realização do “Sasha” este ano.
Não eram muitos, porque já sabemos que não são muitos os que defendem esta iniciática, cá em Portimão.
Mas, pergunto:
Ao ouvir o que eles ouviram (de gente avalizada) acerca do reprovável que é a aposta neste tipo de eventos pelas autarquias, pergunto:
Como será que eles se estavam a sentir?















