terça-feira, 16 de agosto de 2011

Comissão de Utentes da Via do Infante realizou marcha contra as portagens





A Comissão de Utentes da Via Infante convocou uma marcha a pé na Estrada Nacional 125 contra o pagamento de portagens. O cordão humano partiu de Faro com destino a Patacão. A comissão de Utentes da Via do Infante e o "Movimento - Algarve Portagens na A22 Não" apela a todos os algarvios para que se juntem a este protesto.

A repórter Conceição Ribeiro está a acompanhar esta iniciativa que, de acordo com os organizadores, não será a última acção de protesto contra as portagens. João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante, disse que mesmo requalificada, a Estrada Nacional 125 (EN 125) "nunca poderá constituir uma alternativa" à Via Infante e, tal como no passado, "vai ser um caos, quer pelo trânsito, quer pelos acidentes e mortes".

Na mesma nota de imprensa, os organizadores de acção de protesto - a Comissão de Utentes da Via do Infante e o Movimento "Algarve - Portagens na A22 Não" - apelam à sociedade civil e a todos os algarvios para que "não fiquem em casa e façam ouvir bem alto as suas vozes contra a injustiça e a imoralidade que é portajar a Via do Infante."

Para os representantes dos utentes as portagens vão constituir "uma autêntica catástrofe social", e a EN 125 voltará a ser a "estrada da morte".

João Vasconcelos avisa que podem surgir novas ações de protesto, ainda "mais radicais" e que poderão surgir por parte da indignação e da revolta dos algarvios, nos próximos tempos.

Fonte: http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article727837.ece



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Recepcionista da pensão Baltazar em Portimão morto a tiro de caçadeira.


Recepcionista morto a tiro de caçadeira no Algarve

O recepcionista de uma unidade hoteleira, em Portimão, Algarve, foi morto esta noite, com um tiro de caçadeira, ao que tudo indica por um assaltante.

Já passava das 3.00 da madrugada quando o funcionário, de 24 anos, foi abrir a porta a alguém que tocava à campainha. De imediato, o suspeito disparou um tiro, atingindo mortalmente a vítima de nacionalidade paquistanesa.

Marasi foi alvo de manobras de reanimação por parte das equipas de emergência médica mas acabou por morrer no local.

Quando a PSP chegou, o assaltante já tinha fugido com cerca de 100 euros.

Ao início a tarde e no decorrer da investigação, o proprietário da Pensão Baltazar saía do estabelecimento na companhia de dois inspectores da Judiciária.

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1952267&seccao=Sul




Crónica do Presidente da Câmara Municipal de Portimão, contra os sabichões deste mundo.


Imagem exemplificativa do sabichão
(Não ao presidente da CMP, como é óbvio)




O Sabichão

O sabichão domina gráficos, prevê o futuro e desdenha das questões sociais, que apelida de sentimentalismos.

Nas conferências, brinca e manipula com deleite aqueles gráficos a cores, que, em sua opinião, contêm a vida de um povo. Traços que provam que, há 10, 20 ou 30 anos, o sabichão já sabia o que o futuro nos reservava: a crise profunda! Ele bem pregava no deserto.

De facto, o sabichão é um sintoma: ele pertence àquela magra corte que vive de sobrolho duro, azedo e insensível ao azul do céu, à imensidão do mar ou à beleza da mulher. Não tem a carne satisfeita nem o espírito contente. Enfatuado de conhecimento, censura nos pelo optimismo que vestimos e pelo dinheiro que gastamos.

Na nossa humilde ingenuidade, perguntamos: por onde tem andado este homem que nunca foi aproveitado para o governo da nação ou para gerir uma qualquer empresa?

Fonte:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/o-sabichao


Eu nem vou comentar este pungente (porque é pungente) protesto contra os Camilos Lourenços e João Duques deste mundo.

Deixo aqui apenas, mais um artigo de opinião que foi publicado ontem pelo Eduardo Dâmaso que é o director adjunto do Correio da Manhã.
Jornal onde o Presidente da Câmara de Portimão publicou este pungente protesto hoje.
Aplica-se ao nivel de Portimão na integra.


A troika e o PS

O Governo cumpriu, sem surpresa, as primeiras exigências do acordo com a troika. Com mais ou menos neoliberalismo, as primeiras contas compuseram-se.

A receita é dolorosa, mas não podemos ser cínicos ao ponto de dizer que a desconhecíamos e, sobretudo, que não temos culpa.

Essa vã e patética tentativa de apagar a memória do passado recente é o que anda a fazer ainda uma parte do ‘socratismo’ sobrevivente neste PS de António José Seguro.

O delírio político de alguns porta-vozes para a economia, estranhamente deixados à solta e entregues ao mais puro autismo político, chega a ser arrepiante. Não é com gente desta que se constroem alternativas.

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/eduardo-damaso/a-troika-e-o-ps




Eu só quero dizer uma coisa:
A irresponsabilidade, o laxismo e a negação da realidade trouxeram-nos aqui.
Por miúdos:
Gastar mal e em muito maior dimensão do que aquilo que ganhamos, trouxe-nos aqui.

Isto é verdade nas empresas, nas familias, no estado central e nas autarquias também.
E no que diz respeito às autarquias, a Câmara Municipal de Portimão é um exemplo do tipo "caso de estudo" disto mesmo.

E da negação da realidade também.

domingo, 14 de agosto de 2011

A luta do padre Arsénio. A luta de um Homem Bom.


A luta do padre Arsénio, um jesuíta que também é locutor de rádio e operário.

A solidariedade pratica-se em Portimão, de forma anónima e sem subsídios governamentais, para enfrentar a fome que saiu da clandestinidade.

Rui, antigo camionista de transportes internacionais, faz parte do grupo dos que já tiveram "uma vida boa" e agora está a passar por dificuldades. "Temo uma explosão social, a barriga é má conselheira", avisa o padre Arsénio, que também é jornalista, locutor e operário. "É impressionante o apoio da população", diz, elogiando "os voluntários" que com ele colaboram nas acções sociais.

À saída da praia da Rocha, os automóveis formam fila a caminho dos restaurantes à hora do almoço. Na urbanização da Quinta do Amparo, a partir das 12h30, os utentes do centro social aproximam-se. Na recepção, um voluntário, advogado reformado, confere os nomes, previamente inscritos e referenciados pelos serviços sociais da autarquia. "Temos também dois empresários, ligados à construção civil", diz o colaborador, lembrando as "dificuldades" que se sente numa terra que prometia oportunidades no sector do imobiliário e turismo, e agora está a braços com os problemas sociais. Segundo a União dos Sindicatos, a partir de Setembro, a previsão é que perto de 30 por cento da população do Algarve fique sem trabalho.

Arsénio Castro da Silva, padre jesuíta, conhece a realidade do concelho, não apenas pela amostra dos que frequentam a Igreja Nossa Senhora do Amparo - sagrada em 1990 - mas por ser um militante das causas sociais: "Quis ser padre operário, transitoriamente, para conhecer a realidade."

A vontade levou-o a trabalhar durante mais de um ano para o porto de Portimão, a "descarregar peixe", há 34 anos. Agora, a saúde não lhe permite trabalhos esforçados, mas continua com uma energia contagiante. "Sou apenas o coordenador de uma vasta equipa de voluntários", enfatiza, recusando assumir o papel de protagonista de um projecto que permitiu a construção de uma igreja e de um centro social, com diversas valências e "sem subsídios", sublinha.

O refeitório funciona com uma equipa de duas dezenas de pessoas. O único vencimento é o da cozinheira, pago através de um contrato-programa estabelecido com a câmara municipal. E da parte da Segurança Social? "Não recebo um cêntimo", diz o padre. As ajudas chegam pela "força da palavra" no púlpito, mas também aos microfones da Rádio Costa d"Oiro - uma emissora local, de inspiração cristã, na qual o padre é, simultaneamente, director de programas e locutor. É ele quem faz o "despertar, entre as 7h30 e as 8h30, na frequência 106.5FM. Entre a leitura de poemas de Florbela Espanca, e a música de André Sardet, deixa a mensagem: "É preciso acreditar." Em declarações ao PÚBLICO, sintetiza: "Falo das coisas do quotidiano."

A cidade de Portimão está inundada de turistas, em Agosto. Porém, o movimento de viaturas nas estradas e nos centros comerciais, mascara a realidade da região. Pedro Silva, de 51 anos, vive na penumbra das luzes da ribalta. Após ter trabalhado ano e meio no Brasil, onde diz que se deu bem em termos profissionais, regressou a Portugal. "Tive saudades do meu filho", afirma. Não conseguiu trabalho na terra, Mafra, e por isso tentou o Algarve, mas também não teve sucesso. "Desde Janeiro que tento arranjar qualquer serviço", desabafa. A única refeição que tem garantido é o almoço no centro social. Padeiro de profissão, considera que, finalmente, poderá ter uma oportunidade numa padaria da Mexilhoeira. "Vou amanhã [ontem] ver o serviço."

No centro social, encontra-se com Rui, o antigo camionista de transportes internacionais. E descobrem afinidades. "Pertencemos aqui ao grupo dos que não passamos por problemas de drogas ou alcoolismo", diz o condutor, salientando ainda que passaram por um "processo de separação" familiar, mas não se deixaram abater: "Queremos trabalhar."

Na falta de melhor, dizem, "faz-se uns biscates". O antigo motorista fez uso dos conhecimentos profissionais. "Fui a Espanha levar uns ciganos, que iam para a apanha da fruta. Fui a conduzir o carro deles, porque não tinham carta de condução".

Cláudia Faustino é um caso especial. "Tenho de fazer 100 dias de trabalho comunitário no Grato (Grupo de Apoio a Toxicodependentes de Portimão)". A sentença é de um juiz. "Fui apanhada com uma faca de ponta e mola". Do currículo, destaca que tem 40 anos, e há 23 anos que é "consumidora" de droga. Encontra-se em fase de tratamento, "mas às vezes há recaídas". Na frente desta mulher, que fala mais do que come, Maria [nome fictício], de 36 anos, permanece em silêncio. Perdeu o trabalho na hotelaria, por causa de "uma infecção pulmonar", que lhe retira as forças. Tem um problema congénito: "Nasci com os órgãos trocados, coração e fígado". Há cerca de um ano, "surgiram as complicações". Uma das voluntárias do centro social aproxima-se e pergunta: "Então, como vão, minhas meninas?". Naquele espaço, mais do que a oferta do almoço, os colaboradores procuram "ouvir" o que outros têm para dizer, embora muitos não tenham vontade de falar. Maria apenas sorri. "Fala mulher", desafia Cláudia, acabando por deixar a sopa fria no prato.

Quando coloca os auscultadores e abre o microfone, a voz do Padre Arsénio ganha força e expressão: "Rádio Costa d"Oiro para todo o Barlavento, Baixo Alentejo - e online para todo o mundo", anuncia. Dirige a estação há 16 anos. Mas já no tempo das rádios piratas fazia rádio, acrescenta o religioso, que faz da arte de comunicar uma arma contra a indiferença. "Gosto de incomodar, no bom sentido, e a rádio é uma paixão", diz.

Fez tropa em Moçambique, contra a sua vontade: "Fui o último jesuíta, capelão militar em África, comigo acabaram as guerras coloniais, eu fechei a porta à guerra." Quando chegou a Portimão, após a descolonização fez a "comunhão com as pessoas", a descarregar peixe das traineiras, para se colocar ao mesmo nível. Logo começou a ser conhecido pelo "padre de esquerda".

A seguir, num armazém de uma antiga fábrica de peixe, celebra missa e trabalha junto das camadas mais desfavorecidas. Criou uma escola para as crianças ciganas. O Governo contribui com o pagamento de um professor, mas o projecto terminou: "Disseram que era discriminação, o Governo deixou de pagar ao professor". O que se pretendia, sublinha, "era precisamente a integração - as crianças ficavam sentadas no chão, o professor ensinava ao ar livre - respeitávamos a sua cultura", frisa. O actual sistema "mete todos os alunos juntos, não percebe que a aprendizagem é lenta e não pode ser forçada - isto agora é que é colonização".

Na missa, durante as homilias, "procuro interpelar - as questões tratadas lá por cima, muito teológicas, não agarram as pessoas", observa.

Por isso usa a rádio todos os dias para falar da vida local. Este mês tem trabalho acrescido. O único jornalista-colaborador está de férias, é o padre que, além de fazer programas, dirige a estação e também apresenta os noticiários.

Fonte: http://www.publico.pt/Local/a-luta-do-padre-arsenio-um-jesuita-que-tambem-e-locutor-de-radio-e-operario_1507540?all=1





sábado, 13 de agosto de 2011

Salários em atraso num municipio espanhol. Será um prenúncio do poderá acontecer em Portimão?

Eu peço desculpa por este artigo abaixo estar em Inglês.
Vou só traduzir umas frases, que acho que são as mais importantes:

"Os 120 trabalhadores do município de Moratalla não são pagos desde Maio."

"Moratalla e a sua divida imensa são o espelho de muitas cidades em Espanha".

Ora um pais muito mais rico do que o nosso, se está assim, então nós...
Não deve estar a faltar muito tempo...

Cá fica o artigo no seu original:

Spanish towns face funding crisis, rack up debts
By ALAN CLENDENNING , 08.13.11, 06:33 AM EDT

MORATALLA, Spain -- In this hillside town, topped by a medieval castle and surrounded by olive groves, the 120 municipal workers haven't been paid since May. Police have new orders not to use their patrol cars unless they get word of a traffic accident or a crime in progress.

The town pool is closed for the summer despite temperatures over 104 (40 Celsius) in the shade. Fees for the public day-care center have doubled. Water bills will soon go up 33 percent and local business owners are seething over euro9 million ($12.7 million) in unpaid bills owed by the town hall, much of it to them.

Spain's 8,115 municipalities are being hit by a crushing revenue hangover from a nearly two-decade building boom that went bust in 2008. Officials in Moratalla believe they are the first in Spain to publicly declare their town is on the verge of going broke - and that the only way out is an unprecedented program of drastically reducing services while boosting local taxes and fees in an austerity drive that could last eight years.

Moratalla and its mammoth debt "are the mirror image of a lot of towns" that have not yet fully admitted the extent of their dire financial circumstances, said Deputy Mayor Juan Soria. "These are hard measures, but they're necessary and I think we have to reinvent ourselves because we've lived beyond our means and we have to lower expectations."

There is growing concern in Spain that municipalities and regional governments are increasingly in danger of being unable to meet their obligations. Just this week in the region of Castilla la Mancha, not far from Moratalla, three out of every four pharmacies closed in a "strike" to protest late payment on euro125 million ($178.12 million) owed to them by the regional government for prescription drugs citizens get from Spain's regionally controlled national health care system.

Local and regional governments took on big obligations during Spain's boom years as their coffers swelled with revenue that has now dried up.

Fonte: http://www.forbes.com/feeds/ap/2011/08/13/general-eu-spain-broke-pueblos_8621879.html



Eu peço desculpa mais uma vez pelo artigo estar em inglês.
E já agora, peço desculpa por estar a ser um bocadinho incendiário.

Mas isto, aplica-se...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Câmara de Portimão deve 1,7 milhões de euros a clubes


A Câmara de Portimão deve 1,7 milhões de euros ao movimento associativo do concelho. O atraso no pagamento está a gerar grandes dificuldades às associações. O caso mais grave é o da Sociedade Filarmónica Portimonense, que já anunciou a suspensão das actividades da sua banda.

De acordo com a autarquia, os valores por regularizar dizem respeito, na sua esmagadora maioria, a contratos-programa relativos ao ano passado.

"Esperamos pagar grande parte em Outubro", refere fonte autorizada da Câmara, adiantando que os atrasos resultam "da queda abrupta de receitas da autarquia". E realçou que, nos últimos cinco anos, o apoio ao movimento associativo atingiu 13,9 milhões de euros.

A dívida só não é maior, porque ainda não foram celebrados contratos-programa este ano. "Devem ser assinados também em Outubro, com base num novo regulamento", diz a mesma fonte. Certo é que as associações irão receber menos, dado que o plano de saneamento financeiro da Câmara prevê o corte de 40% nos apoios.

No caso da filarmónica, a autarquia reconhece uma dívida de 20 mil euros relativa a 2010, e garante que tudo está a fazer para tentar saldar grande parte desse valor.

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/camara-deve-17-milhoes-a-clubes


Acabei de ler este livro: Portugal e o Mar. Recomendo vivamente. Por razões óbvias tem muito a ver com Portimão


Acabei de ler este livro:
Portugal e o Mar.
Por Tiago Pitta e Cunha

O autor faz um diagnóstico preciso e pragmático acerca da nossa relação com o mar.
E aponta direcções para o futuro.
Na área económica, porque precisamos muito de nos vira para o mar para ganhar a vida, o autor faz várias sugestões:

Exploração eólica offshore
“Há indicações de haver internacionalmente, interesse crescente em espera para desenvolver parques eólicos offshore, …, que pode ser canalizado para Portugal”.
E porque não no Algarve, na costa Vicentina?

Existem indicações de que pode ser uma oportunidade interessante permitir que se testem protótipos de produção de energia eólica e das ondas, com o fim de que essas tecnologias também possam ser desenvolvidas em Portugal, com o fim de as produzir cá para exportação.

No ambiente e economia ecológica
O autor identifica oportunidades de empreendedorismo para:
Monitorização e gestão de zonas marinhas protegidas;
Construção e colocação de recifes artificiais;
Desenvolvimento da biotecnologia marinha como componente das indústrias alimentar, farmacêutica e de cosmética;
Cultivo de algas para a produção de biocombustíveis, biomassa, para absorção de carbono ou para a produção de papel;

Pesca
Portugal é o terceiro maior consumidor de peixe do mundo, depois do Japão e da Islândia. No entanto, mais de dois terços do pescado que consumimos são importados.
A pesca, a aquicultura (principalmente de bivalves, pois podem gerar valores económicos consideráveis) e toda a indústria de suporte a estas actividades, são ainda oportunidades interessantes.
Para lá disso, a indústria de transformação e conserveira de determinados produtos são também uma oportunidade a explorar.

Transportes marítimos e portos
Toda a indústria de construção e de reparação naval (desde que correctamente orientada), transporte naval, de produção de equipamentos e de armazenamento navais (ex.: produção de frio), são também boas possibilidades para Portugal.

Turismo marítimo
O autor refere que dois terços dos europeus prefere passar as suas férias, junto ao mar.
Nós com a costa que e com o clima que temos, temos muitas oportunidades ainda por explorar (mas desta vez com inteligência de preferência) nas seguintes áreas:
Turismo de cruzeiros, náutica de recreio, exploração de marinas, desportos náuticos e no célebre produto “sol e praia”.

Tecnologias de informação e de comunicação navais
A produção de software e de equipamentos electrónicos aplicados a sistemas de comunicação e de navegação é também uma oportunidade em que não há razão nenhuma para que não seja tão explorada como noutros países semelhantes ao nosso.

Prospecção e exploração da plataforma continental Portuguesa
O autor afirma que este pode ser o trabalho para toda uma geração, tal é a sua magnitude.


O importante é o seguinte:
O mar está aqui onde sempre esteve.

E a velha pergunta faz-se ouvir outra vez:
Se temos dois vizinhos, e um é tempestuoso, traiçoeiro e muitas vezes cruel, o outro é…
Liquido.

Ou seja:
Seremos continentais ou atlânticos?

Eu digo:
Somos globais!

O que é que isto tem a ver com Portimão?
O Mar está logo ali;
O Rio está logo ali;
A Ria está logo ali!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ocean Revival vai rentabilizar potencial de Portimão para o turismo de mergulho


O afundamento de quatro antigos navios de guerra da Armada Portuguesa vai originar num futuro próximo o Ocean Revival, núcleo museológico subaquático que ficará situado a três milhas da costa de Portimão e a 30 metros de profundidade, numa área validada pelas autoridades ambientais.

Para o efeito, foi assinado no dia 5 de Agosto, entre a Marinha Portuguesa e a Câmara Municipal de Portimão, o termo de transferência e de aceitação das embarcações a desactivar e que são o navio oceanográfico “Almeida Carvalho”, a fragata “Hermenegildo Capelo”, a corveta “Oliveira do Carmo” e o navio-patrulha “Zambeze”.

Estes navios constituirão roteiros subaquáticos acessíveis a qualquer mergulhador, tendo o projecto merecido a aprovação de diversas entidades com competências na matéria, nomeadamente o Ministério da Defesa.

O próximo passo será dado em Setembro com a limpeza e preparação do primeiro navio (“Zambeze”), cujos trabalhos decorrerão nos estaleiros de Portimão, envolvendo mão-de-obra local.

Para o presidente da Câmara de Portimão, Manuel da Luz, “o mar é um recurso central de grande importância para o município e o Ocean Revival faz todo o sentido”, uma vez que, além de criar “um espaço museológico original”, o projecto permitirá “reforçar o ecossistema, pois os navios a afundar funcionarão como recifes artificiais num fundo de areia, o que possibilitará o aumento da biodiversidade na zona”.

Luís Sá Couto, proprietário da empresa de mergulho Subnauta, responsável pela dinâmica do projecto, assegura que “a Câmara de Portimão não gastará um cêntimo em todo o processo, estando bem encaminhadas as negociações com os privados que já se manifestaram empenhados em investir no potencial turístico do Ocean Revival”.

“Nós queremos criar uma paragem obrigatória para o cada vez mais importante nicho do turismo de mergulho, estimando-se que nos primeiros dez anos sejam atraídos 620 mil mergulhadores e suas famílias”, destacou o responsável pela Subnauta, para quem “este segmento não sazonal da indústria turística vai dinamizar a economia local, beneficiando das excelentes estruturas de apoio existentes, nomeadamente a hotelaria, o golfe, o Autódromo, o Porto de Cruzeiros ou a Marina de Portimão, bem como de um mar tranquilo e ameno”.

Outra das vantagens enunciadas por Sá Couto será a instalação de uma câmara hiperbárica, ou de descompressão, uma das poucas em todo o país e que poderá ser utilizada pelos mergulhadores, mas também para tratamentos médicos como complicações da diabetes, úlceras, oclusões arteriais, infecções, etc.

Ao evocar a “preservação da nossa memória recente”, o Vice-almirante Carvalho Abreu, Vice-chefe do Estado-Maior da Armada, sublinhou o “pioneirismo e espírito de iniciativa por detrás deste projecto, que tem tudo para ser levado a bom porto”.
No âmbito deste projecto, foi constituída pelo Município de Portimão a MUSUBMAR – Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Turismo Subaquático, para a qual foi convidado o Portisub – Clube Subaquático de Portimão, única colectividade no concelho ligada a esta área.

Nesse sentido, caberá ao Portisub prestar apoio especializado em termos de elaboração de trabalhos, estudos e envolvimento da comunidade e da iniciativa local no domínio da criação da MUSUBMAR.

Fonte: http://www.nauticapress.com/modules/news/article.php?storyid=2150


A ideia parece ser boa.
Pelo que estive a ver, há procura por este tipo de turismo.
Se assim for, óptimo.

Porém, parece haver algumas dúvidas acerca de quem paga o quê.
Há quem diga que é a custo zero para o município...
E há quem diga que não.

Era interessante saber em concreto, quanto é que vai custar ao município.
Para saber se é interessante ou não.

Mas a ideia em si, parece ser boa.
A ver vamos.