Páginas do Portimão Sempre

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Hotel Bela Vista da Praia da Rocha, recomendado no The New York Times


The Algarve, on Portugal’s southern coast, has long been a major package-holiday destination for northern Europeans. But the sun-drenched region is aiming to attract a wider crowd as it recycles itself with a crop of new or renovated luxury hotels emphasizing style, authenticity and eco-friendliness. In Portimão, a perfect example is the just reopened 38-room Hotel Bela Vista. This 1918 villa overlooking the famous seaside Praia da Rocha was renovated by the French hotelier Thierry Naidu and features a stunning design by the Portuguese decorator Graça Viterbo.

There are hotels opening in quieter areas of the Algarve, too, including the striking Martinhal resort in Sagres, and a Conrad hotel scheduled to open in November. Trendy Lisboans are also flocking to Olhão, a former fish-canning town turned resort with stylish lodging options, like the recently opened Real Marina Hotel & Spa, and natural attractions, including the Ria Formosa, a national park made up of one of the largest barrier-reef lagoons in Europe, where you might have the pristine beauty of white sand beaches to yourself — for now, at least. ALEXANDER LOBRANO


Fonte: The New York Times
Link para imagens do Hotel Bela Vista já renovado: Imagens Hotel Bela Vista

Provedores na mira da Justiça. Portimão: Processo no tribunal em fase de instrução


Participação económica em negócio, peculato, falsificação e infidelidade. Foram estes os crimes que a Polícia Judiciária investigou e o Ministério Público (MP) atribui ao provedor da Misericórdia de Portimão, José Correia. Também o ex--dirigente da instituição José Serralha foi acusado de participação económica em negócio e infidelidade. Os arguidos garantem que "é tudo uma cabala" e pediram a abertura de instrução do processo.

O caso partiu de uma denúncia de uma médica, em 2008. O MP acusa os dirigentes de usaram os cargos, alegadamente, para enriquecimento pessoal.

Os arguidos negam e querem explicar o caso. "Fomos nós que pedimos para ser ouvidos outra vez e esclarecer tudo", assegurou ao CM José Correia.

Segundo o MP, entre outras coisas, os arguidos criaram duas empresas dentro da Misericórdia, que, entre 2004 e 2009, contrataram uma firma de contabilidade de José Correia e da mulher. Segundo o MP, o arguido lesou a instituição "com o propósito de obter ganhos patrimoniais ilegítimos".

6 TESTEMUNHAS SERÃO OUVIDAS NO DIA 13 DE MARÇO

A investigação partiu de uma denúncia feita em 2008 ao MP e à Segurança Social pela médica Ester Coutinho. A PJ investigou e o MP deduziu a acusação para julgamento em Tribunal Colectivo. Os arguidos pediram a abertura da instrução em Junho de 2011. No próximo dia 13 de Março, serão ouvidas as seis testemunhas arroladas, entre as quais Manuel da Luz e Luís Carito, presidente e vice-presidente da Câmara de Portimão. Até Maio, a fase instrutória do processo deverá estar concluída, apurou o CM.

Fonte: Correio da Manhã


Provedor da Misericórdia de Portimão acusado de 17 crimes


O antigo tesoureiro e actual provedor da Misericórdia de Portimão, José Correia, bem como o anterior provedor, José Serralha, foram acusados pelo Ministério Público (MP), em Abril do ano passado, pela prática de vários crimes de infidelidade e participação económica em negócio - os dois; e de peculato e falsificação, apenas o primeiro. Em causa está o alegado aproveitamento dos seus cargos para enriquecimento pessoal, acusação que os visados refutam. O processo está em fase de instrução, não estando ainda decidido se os arguidos vão ou não a julgamento.

A investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária partiu de uma denúncia feita ao MP e à Segurança Social, em 2008, por uma médica que pertencia aos órgãos sociais da Casa de Nossa Senhora da Conceição (CNSC), uma outra instituição particular de solidariedade social (IPSS) a que José Correia presidira em Portimão até ao ano anterior. Nessa altura, o então tesoureiro da Misericórdia, que é técnico oficial de contas, presidia a uma terceira IPSS da cidade, o Lar da Criança de Portimão (LCP), sendo a mulher vogal do conselho fiscal da Misericórdia, além de directora de serviços e técnica de contas do LCP, A filha de ambos, por seu lado, era funcionária da Misericórdia e técnica de contas dessa instituição e da CNSC. Finalmente, o filho trabalhava também para a Misericórdia como secretário da direcção.

No quadro desta instituição, José Correia e o então provedor tinham ocupado, entre 2003 e 2007, os lugares de administradores únicos de duas empresas, a Saudecórdia e a Servicórdia, criadas em 2003 pela Misericórdia, como sócia única, para gerir o seu hospital. Os dois juntos receberam, a esse título, cerca de 591 mil euros (mais de cinco mil euros mensais cada um).

De acordo com a acusação do MP, tanto a Saudecórdia como a Servicórdia contrataram, por iniciativa "exclusiva" dos seus administradores, os serviços da Rufalgarve, uma empresa de contabilidade de José Correia e da mulher, que também era paga para fazer a contas da Misericórdia, da CNSC e do LCP.

As três IPSS e as duas empresas da Misericórdia pagaram à Rufalgarve, entre 2004 e 2009 (2003 não foi apurado), um total de 129 mil euros, mas os serviços "acabaram por não ser realizados por tal empresa". As três IPSS tinham técnicas de contas contratadas, precisamente a mulher e filha de José Correia, enquanto nas duas empresas era sempre a filha, técnica de contas da Misericórdia, quem assumia a responsabilidade das declarações fiscais.

A Saudecórdia acabou por ser fechada em 2008, com um prejuízo acumulado de quase 1,9 milhões de euros, enquanto a Servicórdia foi encerrada pela ASAE, em 2007, por não ter alvará para fornecer refeições ao hospital, com um prejuízo de 430 mil euros. Os cerca de 2,3 milhões de euros de resultados negativos das duas empresas foram assumidos pela Misericórdia, o que lhe acarreta custos anuais de 229 mil euros até 2019.

"No âmbito das três IPSS e das duas empresas da Misericórdia, o arguido José Correia sabia que ao contratar os serviços da Rufalgarve - da qual era sócio-gerente - lesava os interesses de tais pessoas colectivas, na medida em que elas tinham pessoas competentes para executar os serviços contratados, tendo-o feito com o propósito de obter ganhos patrimoniais ilegítimos", acusa o MP.

IPSS financiavam prejuízos

A auditoria ordenada pela Segurança Social após a denúncia e concluída em 2009 indica também que todos os seguros do LCP tinham sido contratados através da Seguros do Século XXI, uma mediadora de que José Correia era sócio-gerente. No final dessa auditoria, o presidente do Instituto da Segurança Social, Edmundo Martinho, concluiu que se estava perante uma "prática reiterada de gestão danosa" de entidades que recebiam importantes apoios do Estado, transmitindo o respectivo relatório ao Ministério Público.

A investigação da PJ identificou a criação da Saudecórdia e da Servicórdia como o elemento central da estratégia dos arguidos para "obterem ganhos ilegítimos". A pretexto de conseguir melhorias na gestão da Santa Casa e do seu hospital, que acabara de ser remodelado, José Correia e José Serralha promoveram a alteração dos estatutos da instituição, por forma a que esta pudesse entrar no capital das duas empresas. Paralelamente, José Correia conseguiu que a CNSC e o LCP, entidades de que era presidente, alterassem os seus estatutos, com o objectivo de também elas participarem no capital daquelas empresas. Para isso convenceu os sócios de que tanto eles como os utentes e os trabalhadores das duas instituições teriam direito a "largos benefícios na prestação de cuidados de saúde" por parte do Hospital da Misericórdia.

As duas IPSS nunca chegaram, todavia, a entrar no capital das empresas e os benefícios prometidos nunca apareceram. Mas dos seus cofres saíram para a Misericórdia, entre 2004 e 2007, cerca de 830 mil euros. Segundo a acusação, José Correia utilizou os cargos que tinha na CNSC e no LCP para transferir essas verbas, através de cheques por si assinados, "a fim de cobrir as dificuldades financeiras das empresas Saudecórdia e Servicórdia e de suportar os ganhos" que nelas obtinha.

Com a finalidade de dar uma aparência legal a essas transferências, José Correia terá ainda, afirma a acusação, forjado e falsificado diversas actas da CNSC, Os montantes em causa foram mais tarde devolvidos pela Santa Casa, mas sem que fossem pagos quaisquer juros. O LCP, a cuja direcção pertence agora a mulher de José Correia, ao mesmo tempo que é directora de serviços, decidiu perdoá-los, mas a CNSC não só exige esses juros, como se constituiu assistente no processo e pediu uma indemnização ao seu antigo presidente no valor de 101 mil euros.

Face aos elementos recolhidos pela Judiciária, o MP acusou José Correia pela prática, em co-autoria com José Serralha, de dois crimes de participação económica em negócio e dois de infidelidade. Correia foi também acusado da autoria material de dois crimes de peculato, cinco de participação económica em negócio e seis de falsificação, tendo o MP pedido a sua suspensão das funcões que desempenha, desde 2008, como provedor da Misericórida. O juiz de instrução, no entanto, rejeitou esse pedido, atendendo a que os factos são anteriores ao início desse mandato e que o arguido foi eleito por unanimidade tendo a sua eleição sido homologada pelo bispo. José Correia voltou a ser eleito provedor no ano passado.

Arguidos refutam acusações e pediram a abertura de instrução

Na sequência da acusação do MP, José Correia e José Serralha pediram a instrução do processo, alegando, entre outras coisas, que os ganhos por eles obtidos na Saudecórdia e na Servicórdia "mais não são do que as contrapartidas decorrentes do trabalho que prestaram às sociedades", enquanto gerentes. Correia sustenta também que quando a Rufalgarve foi contratada pela Misericórdia, pela CNSP e pelo LCP ele ainda não era membro dos órgãos sociais destas instituições. Quanto à contratação da sua empresa pela Saudecórdia e pela Servicórdia, afirma que "não teve qualquer intervenção" no caso.

A instrução foi aberta em Dezembro, devendo agora ser ouvidas as testemunhas indicadas pelos arguidos. Entre as que foram arroladas por José Correia consta o presidente da Câmara de Portimão, Manuel da Luz, e o vice-presidente, Luis Carito, ambos do PS. O primeiro foi presidente da Assembleia Geral da Misericórdia entre 2008 e 2011. O segundo, enquanto sócio-gerente de uma empresa de serviços médicos, negociou em 2004 a sua entrada, que não se concretizou, na administração do Hospital da Misericórdia.

Fonte: Público

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Reforma Administrativa. Por Rui Mateus


Muito se escreveu, discutiu, mas ainda mais se terá que ouvir e debater até que se conclua este processo da reforma administrativa do poder local, em curso, de forma satisfatória e principalmente eficaz.

Talvez por isso deixo um contributo.

Desde há quase dois séculos que em Portugal existe o poder local, assente em mapas administrativos diversos, em estruturas de competências e de finanças locais que variaram consoante os regimes e a situação política do país. Foram várias as tentativas de encontrar os melhores modelos que respondessem às exigências de cada época.

O poder local democrático, instituído nesta ultima fase em 1976, tem sido um pilar não só dessa mesma democracia, como também o principal promotor do desenvolvimento e da infra-estruturação de Portugal.

Mas para quem é observador atento destas realidades fica claro que o actual modelo de gestão e financiamento do poder local está esgotado e que esta reforma mais que oportuna é fundamental e estruturante para o país.

Até pode ter sido provocada pela crise económica e financeira, mas era por demais evidente que os tempos das infra-estruturas e da edificação de equipamentos estava a dar as ultimas…

Pelo menos nos moldes em que os actuais autarcas o têm feito, mais iniciativa, menos iniciativa, mais visibilidade, menos visibilidade, mais empresa municipal, menos empresa municipal.

O que devemos assumir é que está em causa um novo paradigma do poder local, que terá que assumir um papel determinante no futuro próximo, em matérias do desenvolvimento económico e social das populações, desenvolvendo redes e plataformas que facilitem e permitam o correcto e adequado desenvolvimento das iniciativas económicas e sociais com resultados directos para as populações.

Não, como tem sido feito, querendo assumir papel de distribuidor de riqueza ou de promotor directo da actividade económica e social.

Logicamente os futuros autarcas terão que conciliar isso com o prestar os serviços públicos de sua competência, com mais qualidade, mais eficácia, optimizando os recursos necessários para o efeito, assegurando a sua sustentabilidade económica e financeira.

Há que procurar uma descentralização eficiente das competências aos mais variados níveis de poder, organizadas e distribuídas de forma adequada para garantir uma resposta cabal às populações, sem sobreposições nem desperdícios, e sabendo interpretar os tempos actuais, definindo as escalas certas de optimização dos recursos ao seu dispor.

Os autarcas não podem continuar a comprometer o futuro das gerações, antes pelo contrário têm que garantir que as situações de desequilíbrio e de ruptura actuais não se voltam a repetir.

Esta reforma é um processo de mudança em que os seus agentes (autarcas e governo), mais que discutir ou debater, terão que assumir um papel activo e motivador, capaz de desenvolver as alterações necessárias, de forma adequada á realidade e gerar a expectativa nos cidadãos relativa ao processo.

A população tem que identificar o que ganha com o processo de mudança que a reforma implica.

Já não baste ser autarca eleito ou autarquia estabelecida para bem servir as populações ou mesmo justificar a sua existência, é preciso ter os meios e os recursos para o fazer cabalmente e responder ao nível de exigência cada vez maior dos cidadãos sobre o poder local.

Sendo óbvio que os diversos órgãos do poder local, freguesias, municípios e comunidades intermunicipais, terão que se ajustar e adequar a uma realidade que resulta dos fenómenos de mobilidade e estabelecimento das populações no território, que se alterou nos últimos 36 anos desta fase do poder local democrático, e que no caso do Algarve ainda tem que contar com fluxos sazonais como o do turismo.

É aqui que surgem as comunidades intermunicipais, que apesar de já existirem como tal, não têm qualquer papel activo no serviço às populações na actualidade, e que podem ter um papel importante e mesmo fundamental para optimizar a afectação dos recursos do poder local e do poder central, num conjunto de competências e serviços às populações.

O que me preocupa é que estas estruturas carecem de legitimidade democrática e não podem ser um desvio á prossecução da implementação da regionalização.

Acredito que só encontrando um mecanismo que assegure a legitimidade democrática destes órgãos, e uma adequada distribuição das suas competências e meios financeiros, com efectiva descentralização do poder central (tanto das competências como dos meios financeiros), se poderá ver na implementação desta reforma o caminho que se deseja para a regionalização que o Algarve anseia.

Qualquer que venha a ser a nova lei das finanças locais, para acompanhar a reforma administrativa do poder local em curso, terá que ter em conta uma diferente distribuição dos tipos de impostos a arrecadar pelos municípios, bem como as suas incidências, com vista a separar a dependência directa das políticas de solos e de urbanismo, face às receitas municipais.

O resultado dessa dependência é por demais evidente e teve já os seus reflexos mais que negativos, para todos nós!

Inevitavelmente o futuro é o da participação e do envolvimento total dos cidadãos no desenvolvimento do poder local!

Rui Mateus

LIMITAÇÕES INDUZIDAS (e outras reflexões). Por João Nunes.


Portimão, 26 de Janeiro de 2012
LIMITAÇÕES INDUZIDAS
Ao que tudo indica, existe legislação para conceber uma rampa (Por exemplo: aderência, inclinação e corrimãos). Mas nas obras públicas (Tem custos: mão de obra, material e tempo), que deveriam dar o exemplo, continuam a não o fazer!
O que mais nos importa é a funcionalidade prática, e não a importância a nível visual das coisas. Mas, o que está agora na moda é conceber rampas em mármore, espectáculo... somos e continuaremos a ser, um País atrasado.

Portimão, 27 de Dezembro de 2012
FISIOTERAPIA
O fisioterapeuta (Paulo David) que me trata, assim como os colegas acham que me deveriam ter atríbuido 90% de invalidez (por ter os 2 lados do corpo, afectados!). Entretanto, sempre me foi me atríbuido 70% de invalidez (descordenação motora, hémiparesia espástica esquerda e disfónia).
Faz-me confusão, ás juntas médicas para avaliar o grau de limitação das pessoas. Sem sequer, se preocuparem em pedirem opinião a quem trata e realmente conhece os pacientes.

Portimão, 30 de Janeiro de 2012
IMPOSSIBILITADOS DE UMA REAL INTEGRAÇÃO
(Porque, para além das nossas limitações!...)
... - De sair á rua;
- Utilizar os Transportes Públicos;
- Utilizar todos os Edifícios Públicos;
- Ir á Praia.
Á legislação em vigor, contínua a não ser cumprida pelos próprios legisladores. Que Vergonha!!!

Portimão, 2 de Fevereiro de 2012
ACIDENTES DE VIACÇÃO
Confesso de que muitas vezes tenho a sensação, de que não morri para servir de exemplo aos outros. Para compreenderem, tudo aquilo que não se deve fazer.
A vida, é o maior valor que temos. E nunca, nos podemos esquecer de todos aqueles que nos amam.
Paga-se, um preço extremamente elevado!

Portimão, 6 de Fevereiro de 2012
CONTÍNUA A NOS SER INTERDITO
Hipoteticamente, a grande maioria das coisas que são consideradas públicas (Via Pública, Transportes Públicos, Edifícios públicos e Praias). Para além das nossas limitações físicas, continua a nos ser impostas todas às outras. Realmente, não existe vontade em nos facilitar a vida!

Portimão, 6 de Fevereiro de 2012
SEMÁFOROS COM SINLÉTICA SONORA
Não só os que são Deficientes Visuais, mas na minha opinião, todos nós (crianças, grávidas, idosos, ...) seriámos beneficiados!
Á grande maioria dos automobiistas portugueses, não respeitam às passadeiras (fui atropelado, numa passadeira em 24 de Janeiro de 1998).

Portimão, 7 de Fevereiro de 2012
IMPOSSIBILITADOS DO MAIS BÁSICO
Subsiste, uma permanente exclusão. Continuamos a estar impossibilitados, de ter acesso a tudo aquilo, que é considerado essencial. Depois, repetidamente falam em justiça social. De certeza que se nos pedirem opinião, terão uma visão mais verídica da nossa realidade!...

Portimão, 8 de Fevereiro de 2012
ÀS LIMITAÇÕES QUE NOS SÃO IMPOSTAS
(Faz o que te digo, mas não faças o que eu faço!)
Na minha opinião, o nosso Governo e às suas entidades públicas, são os maiores incumpridores da legislação, em vigor! A partir do momento, em que legislam e não são os primeiros a dar o exemplo!...

Portimão, 9 de Fevereiro de 2012
CONTINUA A SER INTERDITO
Quando vou a Lisboa, viajo de comboio (meio de transporte, público). Porque, tenho desconto no bilhete e porque nesta altura não dependo de cadeira de rodas. Se estivesse, dependente de uma cadeira de rodas, não tinha qualquer hipótese. Partindo, de Portimão!..
Falo nisto, para tentar mostrar o quando injusta, é a tão falada Justiça Social.

Portimão, 10 de Fevereiro de 2012
O DESPREZO QUE NOS É ATRIBUÍDO
Pelo Governo, e todas às suas entidades públicas, que legislam e anunciam e depois são os principais incumpridores. Não nos pedem opinião, somos cidadãos virtuais!... Normalmente, só existimos na altura em que há eleições, ou quando se podem aproveitar da nossa “imagem”.

Portimão, 10 de Fevereiro de 2012
O TURISMO
Quando se derrubam barreiras arquitectónicas (Por exp: rebaixar um passeio (rampa), escadas com corrimãos, semáforos com sinal sonoro, …), todos (Por exp: crianças, grávidas, idosos, …) de forma directa ou indirecta, beneficiam! Por isso não consigo compreender toda a indiferença, que continua a ser dada a está questão.
Vivo no Algarve, onde o principal sector económico é o turismo. É lógico, que para quem nos visita sozinho (com mobilidade limitada), ou com família (algum dos familiares, tenha mobilidade limitada). Vai ficar “preso”, onde quer que fique (parque de campismo, pensão, hotel, …), nunca mais cá voltam. E certamente vão falar (publicitar), às suas férias aos familiares e amigos …
João Nunes


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Apresentação oficial do projeto «Ocean Revival» decorre hoje (sexta-feira dia 10).


Portimão recebe (...) sexta-feira, 10, o primeiro dos quatro navios cedidos pela Marinha de Guerra Portuguesa, num ato que servirá para apresentar de forma oficial o parque subaquático «Ocean Revival», a criar a cerca de 5,5 quilómetros da costa.

Para as 8:45 horas, está marcada a entrada na barra de Portimão da corveta «Oliveira e Carmo», o primeiro navio a ser submetido neste porto aos necessários trabalhos de descontaminação, antes do seu afundamento.

A apresentação do parque subaquático está marcada para as 10:00, no Museu de Portimão, com o presidente da Câmara Municipal de Portimão, Manuel da Luz, e o presidente da direção da MUSUBMAR – Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Turismo Subaquático, Luís Sá Couto, as duas entidades parceiras no «Ocean Revival».

O dia de amanhã constitui assim o ponto de partida de “um ambicioso e original” projeto, que permitirá criar um espaço museológico subaquático, vocacionado para o turismo de mergulho.

Fonte: Diário Online Algarve

Portimão exige nova ETAR


Portimão ameaça abandonar o sistema multimunicipal de tratamento de esgotos, gerido pela Águas do Algarve (AdA), se não for construída a nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).

A decisão, do conselho de administração da Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão (EMARP), vai a reunião de câmara quarta-feira. A EMARP argumenta que uma das condições para a integração no sistema multimunicipal, em 2007, foi a construção da nova ETAR, o que não aconteceu. Agora teme que as restrições financeiras das empresas do grupo Águas de Portugal possam pôr em causa a obra. A EMARP frisa que a actual ETAR serve Portimão, Monchique e parte do concelho de Lagoa, e deverá receber os efluentes de suiniculturas, pelo que está em causa o cumprimento dos parâmetros de descarga, com a deterioração da qualidade da água do rio Arade. Além disso, existe o problema de maus cheiros.

Perante isto, Portimão equaciona deixar de pagar os caudais mínimos de saneamento (cerca de 3 milhões €/ano) até que se iniciem os trabalhos de construção da nova ETAR. Se a resposta da AdA for no sentido de que a obra não irá mesmo avançar, o município pondera a saída do sistema.

Fonte: Correio da Manhã

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

É POSSIVEL RESTAURAR OS MERCADOS AGRICOLAS E DE PEIXE LOCAIS. Por José Gamboa (Horta de São Bruno).


Quando um português viaja ao estrangeiro vemos realidades diferentes. E vemos que alguma informação veiculada pelos nossos politicos nacionais / locais e até nós próprios não corresponde à verdade. Vários exemplo de frases falsas:

PRIMEIRA FRASE FALSA - a laranja algarvia é a melhor do mundo. Se eu nunca comi uma laranja da Sicilia, sem poder comparar posso dizer isso. A laranja algarvia é das melhores do mundo, e até pode ser a melhor do mundo, mas a da Sicília e do Sul de Itália não lhe fica atrás.

SEGUNDA FRASE FALSA - os estrangeiros vêm residir para Portugal porque cá o custo de vida é inferior ao do estrangeiro. É verdade, se estivermos a falar dum país nórdico, mas já não é verdade se estivermos a falar da Alemanha ou Austria, onde é muito caro por exemplo a pastelaria, mas o custo de vida do dia a dia é em média muito semelhante ao nosso. Os estrangeiros vêm por outros motivos.

TERCEIRA FRASE FALSA - que é uma frase que já se ouviu mais no passado do que agora - isto é um atraso de vida, não é como lá fora..... como se lá fora fosse o paraíso. «Vamos acabar como os mercados tradicionais de rua de frutas e legumes porque não são coisas de países evoluidos».

Vou para o assunto da promoção do comércio - Portimão, Faro (que deve ser o expoente máximo do ridiculo) , e muitoooosss outros concelhos, construiram mercados novos, bonitos... mas..... muitoooo pequeninoooosssss, tipo casa de bonecas. Ao mesmo tempo que os espaços públicos de venda dos micro produtores eram reduzidos, os hipermercados apareciam cada vez mais com áreas maiores.... hipermercados, como é do conhecimento público não praticam comércio justo no preço de compra ao produtor, só trabalham com grandes produtores.... ou seja o Estado Português/Câmaras pela restrição ao comércio dos micro-produtores (minifundio, que é o caracteriza, a propriedade pelo nosso país), em nome de um país evoluído deram um golpe fatal nos micro-produtores, que por serem pequenos não têm acessos a subsídios à produção (nem precisam pela dimensão, alguns nem querem para não ficarem ligados a obrigações).

O problema não foi apenas Portimão. Portimão é apenas um capitulo de uma grande livro chamado Portugal, onde uma ideologia nacional que teve efeitos devastadores no comércio da produção nacional micro. VIAJANDO PELO ESTRANGEIRO pelos países que devem ter servido de modelo ao "país desenvolvido", a Alemanha, a Austria, a Itália (estes eu já viejei por eles várias vezes), vemos um dinamismo económico que nós não temos - não há campos agricolas abandonados (pelo menos não estão visiveis - a aproximação dos aviões a alguns aeroportos, como o de Roma dá-nos uma visão extensa das imensa (minifundio) propriedade agrícola que circunda Roma - Lácio. E depois nas suas cidades vemos mercados de venda agricola grandes e variados. De todos o que mais me impressionou pela dimensão, foi em Viena de Austria. E nas viagens vemos que o conceito entre os portugueses de país evoluido (muitos hipermercados, traballhadores de serviços, etc) não corresponde à verdade dos países do centro da Europa.

Os países do centro da Europa souberam conservar as suas tradições, souberam cuidar dos seus microprodutores, e naturalmente com a destruição da produção do Sul da Europa criaram mercado para os seus grandes produtores. Ganharam duas vezes, com a sua protecção ao minifundio, e com o novo riquismo bacoco dos países do Sul da Europa. CENTROS COMERCIAIS SEM HIPERMERCADOS - os primeiros centros comerciais em Portugal não tinham supermercados. Qual foi o seu destino? O encerramento e abandono.

Todos os centros comerciais têm supermercados, porque esse é que tem um movimento constante, na área da alimentação. Tudo o resto é acessório. Quando em Portugal, o Estado e as Câmaras, numa esperteza saloia, deram um golpe na área alimentar (Portimão, Faro, etc etc etc) porque era sinal de país desenvolvido não ter mercados, transformaram as cidades num centro comercial sem supermercado.... e o destino, sabe-se qual é. Revitalizar o centro de Portimão com um insectarium... não tem mal nenhum a construção duma coisa destas, mas será isso que ia atrair movimento à cidade? O que trás movimento á cidade é a comida. A comida, se for produzida localmente gera riqueza, atrai pessoas.... e receitas.

É POSSIVEL RESTAURAR OS MERCADOS agricolas e de peixe tal como EXISTIU em PORTIMÂO e como existe nos países evoluidos? É. Nem é preciso dinheiro da Câmara. Bastavam regras uniformes das bancas a serem suportadas por cada participante produtor, sem taxas a cobrar aos produtores ou com taxas proporcionais às vendas e nunca de taxas fixas. Não era preciso mais nada. É possível reconstruir Portugal com poucos meios. Basta o Estado /Câmaras facilitarem o comércio, que os privados tratam do resto. É esse o papel do Estado de facilitador e não de dificultador.

José Gamboa (Horta de São Bruno)