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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ocean Revival vai rentabilizar potencial de Portimão para o turismo de mergulho


O afundamento de quatro antigos navios de guerra da Armada Portuguesa vai originar num futuro próximo o Ocean Revival, núcleo museológico subaquático que ficará situado a três milhas da costa de Portimão e a 30 metros de profundidade, numa área validada pelas autoridades ambientais.

Para o efeito, foi assinado no dia 5 de Agosto, entre a Marinha Portuguesa e a Câmara Municipal de Portimão, o termo de transferência e de aceitação das embarcações a desactivar e que são o navio oceanográfico “Almeida Carvalho”, a fragata “Hermenegildo Capelo”, a corveta “Oliveira do Carmo” e o navio-patrulha “Zambeze”.

Estes navios constituirão roteiros subaquáticos acessíveis a qualquer mergulhador, tendo o projecto merecido a aprovação de diversas entidades com competências na matéria, nomeadamente o Ministério da Defesa.

O próximo passo será dado em Setembro com a limpeza e preparação do primeiro navio (“Zambeze”), cujos trabalhos decorrerão nos estaleiros de Portimão, envolvendo mão-de-obra local.

Para o presidente da Câmara de Portimão, Manuel da Luz, “o mar é um recurso central de grande importância para o município e o Ocean Revival faz todo o sentido”, uma vez que, além de criar “um espaço museológico original”, o projecto permitirá “reforçar o ecossistema, pois os navios a afundar funcionarão como recifes artificiais num fundo de areia, o que possibilitará o aumento da biodiversidade na zona”.

Luís Sá Couto, proprietário da empresa de mergulho Subnauta, responsável pela dinâmica do projecto, assegura que “a Câmara de Portimão não gastará um cêntimo em todo o processo, estando bem encaminhadas as negociações com os privados que já se manifestaram empenhados em investir no potencial turístico do Ocean Revival”.

“Nós queremos criar uma paragem obrigatória para o cada vez mais importante nicho do turismo de mergulho, estimando-se que nos primeiros dez anos sejam atraídos 620 mil mergulhadores e suas famílias”, destacou o responsável pela Subnauta, para quem “este segmento não sazonal da indústria turística vai dinamizar a economia local, beneficiando das excelentes estruturas de apoio existentes, nomeadamente a hotelaria, o golfe, o Autódromo, o Porto de Cruzeiros ou a Marina de Portimão, bem como de um mar tranquilo e ameno”.

Outra das vantagens enunciadas por Sá Couto será a instalação de uma câmara hiperbárica, ou de descompressão, uma das poucas em todo o país e que poderá ser utilizada pelos mergulhadores, mas também para tratamentos médicos como complicações da diabetes, úlceras, oclusões arteriais, infecções, etc.

Ao evocar a “preservação da nossa memória recente”, o Vice-almirante Carvalho Abreu, Vice-chefe do Estado-Maior da Armada, sublinhou o “pioneirismo e espírito de iniciativa por detrás deste projecto, que tem tudo para ser levado a bom porto”.
No âmbito deste projecto, foi constituída pelo Município de Portimão a MUSUBMAR – Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Turismo Subaquático, para a qual foi convidado o Portisub – Clube Subaquático de Portimão, única colectividade no concelho ligada a esta área.

Nesse sentido, caberá ao Portisub prestar apoio especializado em termos de elaboração de trabalhos, estudos e envolvimento da comunidade e da iniciativa local no domínio da criação da MUSUBMAR.

Fonte: http://www.nauticapress.com/modules/news/article.php?storyid=2150


A ideia parece ser boa.
Pelo que estive a ver, há procura por este tipo de turismo.
Se assim for, óptimo.

Porém, parece haver algumas dúvidas acerca de quem paga o quê.
Há quem diga que é a custo zero para o município...
E há quem diga que não.

Era interessante saber em concreto, quanto é que vai custar ao município.
Para saber se é interessante ou não.

Mas a ideia em si, parece ser boa.
A ver vamos.

2 comentários:

  1. Concordo com a iniciativa de reaproveitar estes equipamentos. Agora debaixo de água? e a memória? Bom acho que seria do meu ponto de vista, como povo que se diz marinheiros ter museus para honrar a memória dos que serviram o Pais neste caso na Marinha. Como seria sensato para a Força Aerea e o Exercito, algo do mesmo genero.

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  2. A Capêlo tem que vir para o norte como museu flutuante em qualquer porto da figueira até caminha

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