Páginas do Portimão Sempre

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Turismo do Algarve paga 42 mil euros para avaliar programa “Allgarve”


A avaliação do programa de animação “Allgarve” pelo Centro de Estatística Aplicada e de Previsão (CEAP) da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve é um investimento de cerca de 42 mil euros e pretende “medir de forma isenta o impacto no setor”. 1º relatório em Outubro e resultados finais em Fevereiro de 2012.

O estudo de avaliação está a ser coordenado pelos investigadores Guilherme e Eugénia Castela e envolve outros especialistas do CEAP, além de quatro equipas que vão desenvolver trabalho de campo na maioria dos concelhos da região.

Segundo referiu ao Observatório do Algarve Eugénia Castela, doutorada em Estatística pela Universidade de Salamanca (Espanha) e docente da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, a amostra sobre a qual vão trabalhar os especialistas contempla os participantes/ espetadores das cinco áreas do programa Allgarve, assim como operadores turísticos, a hotelaria, restauração e similares. Inclui ainda autarcas e instituições regionais.

“Vão também ser realizados inquéritos de rua a residentes e turistas, designadamente nas áreas de partida do aeroporto”, explica.

“O trabalho de campo iniciou-se em julho e deverá decorrer até dezembro e já há dados. O primeiro relatório intermédio deverá surgir em Outubro, estando previsto para fevereiro a conclusão do estudo de avaliação” refere por sua vez Guilherme Castela, igualmente professor da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve (FEUAlg).

Dissipar dúvidas

A decisão de realizar o Estudo do programa Allgarve, este ano na sua quina edição e com um orçamento de 4,6 milhões de euros foi do Turismo do Algarve.

António Pina, presidente da Entidade Regional do Turismo (ERTA) confirmou ao Observatório do Algarve que pretende “ter uma visão o mais rigorosa possível e para dissipar todas as dúvidas sobre o Allgarve”.

“Já devia ter sido feita a avaliação no fim do primeiro triénio do programa, ou seja em 2009 e é importante avaliar de forma imparcial”, justifica o responsável pelo turismo algarvio que confirmou ainda ser este um investimento “que deve rondar os 42 mil euros”.

Segundo Pina, “é preciso saber com rigor se os efeitos do programa estão a ser atingidos, senão temos de considerar alterações”.

Recorde-se que o “Allgarve” tem como objetivo “valorizar o Algarve como destino turístico de qualidade, associado ao glamour e sofisticação”.

Ao longo da sua implementação o programa Allgarve tem suscitado várias críticas por parte do trade e responsáveis regionais, a começar pelo nome, logo que foi lançado pelo ex-ministro da Economia, Manuel Pinho.

A concentração da maioria dos eventos no verão, o atraso na calendarização e respetiva promoção foram sempre alvo de contestação.

Na edição de 2011, agora coordenada pelo Turismo do Algarve, quando as anteriores edições estavam sob a responsabilidade do Turismo de Portugal, foi a vez do empresário André Jordan, um dos ‘gurus’ do turismo da região (fundador de Vilamoura e da Quinta do Lago, dois resorts emblemáticos), considerar que o programa “é um desperdício”.

Justificando a crítica, na sua intervenção na cerimónia de atribuição do doutoramento honoris causa pela Universidade do Algarve Jordan considerou que uma das falhas do Allgarve é a ausência de uma “mensagem coerente” e ainda não ter como objetivo a “fidelização” dos turistas, o público a que preferencialmente se destina.

Fonte:
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=47182


Já agora,
Qual é a vossa opinião acerca do "programa Allgarve"?

A minha opinião é condicente com as imagens abaixo publicadas...





Uma jumentice!


1 comentário:

  1. Os quiosques do Miradouro dos Tres Castelos na Praia da Rocha, desde Abril até agora tiveram tres preços de renda de ocupação.Em Maio era de 78 euros em Junho e julho 854 euros sem qualquer pre aviso e neste momento está em 193.70 euros será que é inocencia do Sr Dr. Manuel da Luz presidente da edilidade ou dos respectivos vereadores.
    Terão os referidos quiosques condições sanitárias e higiénicas para justificar este aumento desporpocional de renda, pois lá existe comércio de produtos alimentares, bijutaria, roupas e artesanato?

    ResponderEliminar